Para o louvor da glória de Deus.

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segunda-feira, 16 de maio de 2011

MENSAGEM À FAMILIA CRISTÃ.

O poder da fé
“Àquele lugar chamou Jacó Peniel, pois disse: Vi a Deus face a face, e a minha vida foi salva”. (Gn 32:22-32)
Amados irmãos, veremos um pouco sobre a vida de Jacó. Lembramos como este filho do pacto, herdeiro de tão maravilhosas promessas de Deus, desconsiderou frontalmente todas as orientações espirituais que havia recebido de seus pais e foi motivo de grandes discórdias e divisão em seu lar.
Este homem, em seus relacionamentos, mostrou-se desleal e não interessado nos sentimentos daqueles com quem convivia; na vida espiritual, ele sempre se referia ao Senhor como o Deus de seu pai e nunca como sendo o seu Deus; em seus negócios, ele sempre criava um meio de explorar a fraqueza alheia ou impor sua vontade como condição maior; e, em seu lar, sua conduta sempre foi dirigida para a criação de momentos de tensão, divisões e discórdias. Ele sempre pensava em si, em suas necessidades e projetos particulares, a despeito das necessidades mais fundamentais de seu lar.
Diante desta vida atribulada, cheia de discórdias e tristezas, aparentemente o fim deste homem seria tão somente a solidão do deserto e uma pedra por travesseiro (Gn 28:10,11). Contudo, neste momento em que Jacó fugia de sua casa e não buscava Deus, a graça divina o encontrou em uma escuridão existencial profunda, mas não sem solução. Graciosamente Deus se revelou a este filho do pacto e ratificou as promessas feitas a seus pais e lhe disse que aquela terra, na qual ele era um simples peregrino, seria sua e de sua descendência (Gn 28:13,14).
A partir deste momento, mais claramente, a Palavra de Deus nos mostra como o Senhor trabalhou na vida deste filho do pacto até que ele viesse a exercer a fé. E foi no Val de Jaboque que isto ocorreu (Gn 32:22-32). Foi nas trevas existenciais e temores de morte de Jacó que Deus, mais uma vez, revelou-se a este filho do pacto e concedeu-lhe a graça da fé salvadora. Foi neste dia de grandes trevas que a luz divina entrou no coração de Jacó e mudou profunda e radicalmente sua vida.
Sim, a fé que o Espírito Santo infundiu em seu coração não foi uma impressão longínqua, subjetiva, teórica e fraca a respeito da existência de Deus e de Sua presença em sua vida. Não, a fé implantada e nutrida no coração de Jacó foi poderosa para dar a este filho do pacto uma nova forma de ver a si mesmo, a Deus e valorizar sua família.
No val de Jaboque, ele se permitiu sentir a presença relacional de Deus e ser por esta conduzido para um diálogo. Ele disse “eu vi o Senhor”.
Neste mesmo local ele confessou sua completa dependência de Deus (Gn 32:26). Ele disse “não te deixarei enquanto não me abençoares”.
Em situação tão adversa, ele afirmou sua condição de pecador (Gn 32:27). Ele disse “meu nome é Jacó”.
Nesta noite de densas trevas existenciais, ele valorizou a salvação que procede de um verdadeiro encontro com Deus (Gn 32:30). Ele disse “a minha vida foi salva”; e com estas palavras ele expressou que, de fato, havia se encontrado com o Senhor e que aquele encontro havia produzido uma mudança radical e sua vida.
Por fim, como resultado desta fé poderosa que muda conceitos, valores e hábitos, ele assumiu uma nova postura diante de seu lar (Gn 33:3). Jacó foi à frente de sua família e, prostrando-se em terra, buscou reconciliação com seu irmão.
Meus amados, a fé que procede de Deus tem este poder transformador e restaurador de lares. Por ela Deus realiza a obra mais importante dentro da família que é a salvação de almas; e por esta salvação e novo relacionamento com Deus, a família é abençoada e começa a gozar de todas as graças que Deus idealizou para o ser humano desfrutar no recesso do lar. Que neste mês possamos aproveitar os estudos bíblicos, as reuniões nos Grupos Familiares, encontros de casais etc. como meios de confirmar nossa fé e aprimorar nossos valores cristãos relacionados à família.
Só a Deus Glória!!!
Rev. Israel Serique

quarta-feira, 11 de maio de 2011

HISTÓRIA DA IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL.

As origens históricas mais remotas do presbiterianismo remontam aos primórdios da Reforma Protestante do século XVI. Como é bem sabido, a Reforma teve início com o questionamento do catolicismo medieval feito pelo monge alemão Martinho Lutero (1483-1546) a partir de 1517. Em pouco tempo, os seguidores desse movimento passaram a ser conhecidos como “luteranos” e a igreja que resultou do mesmo foi denominada Igreja Luterana.
Poucos anos após o início da dissidência luterana na Alemanha, surgiu na região de língua alemã da vizinha Suíça, mais precisamente na cidade de Zurique, um segundo movimento de reforma protestante, freqüentemente denominado “Segunda Reforma.” Esse movimento teve como líder inicial o sacerdote Ulrico Zuínglio (1484-1531) e, pretendendo reformar a igreja de maneira mais profunda que o movimento de Lutero, passou a ser conhecido como movimento reformado, e seus seguidores como “reformados.” Assim sendo, as igrejas derivadas do movimento auto-denominaram-se igrejas reformadas.
Apesar do seu aparente radicalismo, Lutero e seus seguidores romperam com a igreja majoritária somente nos pontos em que viam conflitos irreconciliáveis com as Escrituras. Especialmente na área crucial do culto, os luteranos julgavam que era legítimo manter tudo aquilo que não fosse explicitamente proibido pela Bíblia. Já os reformados partiam de um princípio diferente, entendendo que só deviam abraçar aquilo que fosse claramente preconizado pelas Escrituras. Foi isso que os levou a uma ruptura mais profunda com o catolicismo.
I. João Calvino
Após a morte de Zuínglio em 1531, o movimento reformado passou a ter um novo líder, que revelou-se muito mais articulado e influente que o anterior: João Calvino (1509-1564). Calvino nasceu em Noyon, no nordeste da França, e ainda adolescente foi estudar teologia e humanidades em Paris. Depois de um breve período em Orléans e Bourges, quando dedicou-se ao estudo do direito, retornou a Paris para dar continuidade aos estudos humanísticos que tanto o fascinavam. Em 1532, publicou o seu primeiro livro, um comentário do tratado de Sêneca De Clementia.
O humanismo que empolgou os primeiros líderes das igrejas reformadas, Zuínglio e Calvino, foi o extraordinário movimento intelectual que marcou a transição entre a Idade Média e o período moderno. Uma das características marcantes desse movimento foi o seu profundo interesse pela antigüidade clássica, o período áureo da civilização greco-romana. Entre as obras clássicas que atraíam a atenção de muitos estava a Bíblia, particularmente o Novo Testamento. Isso levou ao surgimento de uma categoria específica de humanistas bíblicos devotados ao estudo das Escrituras em seus originais gregos e hebraicos. O maior desses humanistas cristãos foi o célebre Erasmo de Roterdã (c.1466-1536), cuja edição crítica do Novo Testamento baseada em textos gregos foi avidamente estudada e utilizada pelos reformadores suíços.
Em 1533, Calvino teve uma experiência de conversão à fé evangélica. Forçado a fugir de Paris por causa das suas novas convicções, dirigiu-se para a cidade de Angoulême. Pouco depois, começou a escrever a sua obra magna, a Instituição da Religião Cristã ou Institutas, publicada em Basiléia em 1536. Nesse mesmo ano, de maneira totalmente inesperada, Calvino viu-se convocado a auxiliar a implantação da fé reformada na cidade de Genebra, na Suíça francesa. Após um interregno de três anos em Estrasburgo (1538-1541), o reformador retornou a Genebra e ali permaneceu até o final da sua vida.
Graças a sua vasta e competente produção teológica, sua habilidade como organizador e seus contatos pessoais com inúmeros indivíduos e comunidades em toda a Europa, Calvino exerceu uma poderosa influência e contribuiu para a disseminação do movimento reformado em muitos países. Em 1559, ele fundou a Academia de Genebra, que colaborou decisivamente para a formação de toda uma nova geração de líderes reformados. Dada a importância desse reformador, um novo termo surgiu para designar os reformados: “calvinistas.”
Nas Institutas, comentários bíblicos, sermões, tratados e outros escritos que produziu, Calvino articulou um sistema completo de teologia cristã que ficou conhecido como calvinismo. Esse sistema incluía normas específicas, retiradas das Escrituras, acerca da doutrina, do culto e da forma de governo das comunidades reformadas. Na base do sistema estava a ênfase no conceito da absoluta soberania de Deus como criador, preservador e redentor do mundo. A estrutura eclesiástica preconizava o governo das comunidades por presbíteros e a associação das igrejas em presbitérios regionais e em sínodos nacionais.
II. Europa Continental
Logo após o início da carreira de Calvino, o movimento reformado começou a difundir-se em muitas regiões da Europa, notadamente na França, no vale do Reno (Alemanha e Países Baixos), na leste europeu e nas Ilhas Britânicas. Vários fatores contribuíram para essa difusão. Em primeiro lugar, a ampla divulgação das idéias de Calvino através da imprensa e de outros meios; em segundo lugar, o intenso deslocamento de refugiados que procuravam escapar da repressão religiosa em seus países; finalmente, o papel irradiador desempenhado por Genebra e outras cidades reformadas. Muitos homens e mulheres iam a Genebra, eram treinados nos preceitos da fé reformada e retornavam aos seus países imbuídos das novas idéias.
Como era de se esperar, Calvino nutria grande interesse pela propagação da fé evangélica no seu próprio país, a França. Ali, apesar de intensas perseguições, o movimento reformado experimentou notável crescimento na década de 1550. Em 1559, reuniu-se o primeiro sínodo da Igreja Reformada de França, representando cerca de duas mil comunidades locais. Pela primeira vez, o presbiterianismo era organizado em âmbito nacional. Esse sínodo aprovou uma importante declaração da fé reformada, a Confissão Galicana.
Muitos dos reformados franceses, conhecidos como huguenotes, eram artesãos, comerciantes e nobres, e estavam concentrados principalmente no oeste e sudoeste do país. Seus conflitos políticos com o partido católico liderado pela família Guise-Larraine levaram a um longo período de guerras religiosas (1562-1598). O episódio mais sangrento foi o massacre do Dia de São Bartolomeu (24-08-1572), em que milhares de huguenotes foram mortos à traição em Paris e no interior da França, entre eles o famoso almirante Gaspard de Coligny. A paz só foi restaurada em 1598, quando o rei Henrique IV, um ex-huguenote, promulgou o Edito de Nantes, concedendo liberdade religiosa aos reformados. Esse edito foi revogado por Luís XIV em 1685, fazendo com que cerca de 300 mil huguenotes abandonassem a França.
Em virtude da proximidade geográfica, o movimento reformado desde cedo também penetrou no sul da Alemanha. O movimento cresceu com a chegada de milhares de refugiados vindos de outras regiões, como a França e os Países Baixos. Estrasburgo foi um importante centro reformado entre 1521 e 1549, tendo como líder o reformador Martin Butzer. Como já foi apontado, Calvino ali residiu durante três anos (1538-1541). Em Heidelberg, o príncipe Frederico III criou uma grande universidade que tornou-se o centro do pensamento reformado na Alemanha. Nessa cidade foi escrito em 1563 o Catecismo de Heidelberg. A Guerra dos Trinta Anos (1618-1648) resultou no reconhecimento definitivo das igrejas reformadas alemãs, que receberam o influxo de sessenta mil refugiados huguenotes após a revogação do Edito de Nantes.
Nos Países Baixos, a fé reformada surgiu inicialmente em Antuérpia, em 1555. Em dez anos, formaram-se mais de trezentas igrejas, em parte devido à chegada de imigrantes huguenotes que fugiam das guerras religiosas em seu país. Essas igrejas adotaram como sua declaração de fé a Confissão Belga, escrita por Guido de Brès em 1561. O calvinismo foi implantado na Holanda no contexto da guerra da independência contra a Espanha, iniciada em 1566 sob a liderança de Guilherme de Orange. Como resultado do conflito, os Países Baixos dividiram-se em três nações: Bélgica e Luxemburgo (católicos) e Holanda (reformada). O primeiro sínodo nacional das igrejas reformadas holandesas reuniu-se em 1571 na cidade de Emden, na Alemanha, e adotou um sistema presbiterial de governo baseado no modelo francês. Eventualmente, a igreja reformada tornou-se oficial, embora nem toda a população tenha aderido ao movimento. No início do século XVII, uma disputa teológica resultou no Sínodo de Dort (1618-1619), que rejeitou as idéias de Tiago Armínio acerca da predestinação e afirmou os chamados “cinco pontos do calvinismo” (depravação total, eleição incondicional, expiação limitada, graça irresistível e perseverança dos santos).
Quanto à Europa oriental, na década de 1540, graças a contatos com cidades suíças, surgiram igrejas reformadas na Polônia e na Boêmia (Checoslováquia), e mais tarde também na Hungria. Na Boêmia, o movimento reformado associou-se aos Irmãos Boêmios, os sucessores do antigo movimento liderado pelo pré-reformador João Hus, morto em 1415. Na Polônia e na Lituânia, as igrejas calvinistas experimentaram grande crescimento, mas eventualmente foram suprimidas pela Contra-Reforma. A fé reformada foi introduzida na Hungria em 1549, através de contatos com Zurique, mas as igrejas sofreram perseguições de 1677 a 1781. A igreja reformada húngara viria a ser uma das maiores do mundo.
III. Ilhas Britânicas
Especialmente importante para a fé reformada foi a sua introdução nas Ilhas Britânicas. Nessa região é que surgiu o outro nome histórico associado ao movimento: “presbiterianismo.” Esse nome tinha ao mesmo tempo conotações teológicas e políticas. Os reis ingleses e escoceses eram firmes partidários do episcopalismo, ou seja, de uma igreja governada por bispos. Como esses bispos eram nomeados pela coroa, esse sistema favorecia o controle da igreja pelo estado. Assim sendo, a insistência dos reformados da Escócia e Inglaterra em uma igreja governada por presbíteros, eleitos pelas congregações e reunidos em concílios, era uma reivindicação de independência da igreja em relação ao poder público. Tal foi a origem histórica do termo “presbiteriano” ou “igreja presbiteriana.”
O protestantismo reformado foi levado para a Escócia por George Wishart, que estudara na Suíça e foi morto na fogueira em 1546. As primeiras igrejas reformadas surgiram no final da década seguinte. Os eventos se precipitaram com o retorno do líder John Knox (c. 1514-1572), que passou alguns anos em Genebra como refugiado, estudou aos pés de Calvino e retornou ao seu país em 1559. No ano seguinte, o Parlamento aboliu o catolicismo e adotou a fé reformada (Confissão Escocesa). Em dezembro de 1560, reuniu-se a primeira assembléia geral da Igreja Presbiteriana escocesa, que elaborou o Livro de Disciplina. Todavia, o Parlamento não aceitou esse primeiro Livro de Disciplina – que prescrevia a forma presbiteriana de governo –, mas manteve o episcopado como instrumento de controle estatal da igreja.
Ironicamente, entre 1561 e 1567 a Escócia formalmente presbiteriana foi governada por uma rainha católica, Maria Stuart. Após a morte de Knox, Andrew Melville (1545-1622), outro ex-exilado em Genebra, tornou-se o principal defensor do sistema presbiteriano e de uma igreja autônoma do estado. Os próximos quatro reis, especialmente Carlos II (1660-85), procuraram impor o anglicanismo e perseguiram os presbiterianos. Estes fizeram um pacto nacional para defender a sua fé e ficaram conhecidos como “covenanters” (pactuantes). Somente em 1689 o presbiterianismo foi estabelecido definitivamente, embora algumas modificações feitas pelo Parlamento, como a Lei do Patrocínio Leigo (1717), tenham produzido várias divisões na igreja.
Na Inglaterra, surgiram fortes influências reformadas desde o reinado de Eduardo VI (1547-1553). Martin Butzer, o reformador de Estrasburgo, passou seus últimos anos naquele país. Calvino correspondeu-se com o rei Eduardo, com Somerset, o lorde protetor, e com Thomas Cranmer, o arcebispo de Cantuária. O Livro de Oração Comum e os Trinta e Nove Artigos revelam clara influência reformada. Durante o reinado intolerante de Maria Tudor (1553-1558), alcunhada “a sanguinária”, muitos protestantes ingleses refugiaram-se em Zurique e Genebra. Porém, a rainha Elizabete I (1558-1603) não apreciava os aspectos populares da forma presbiteriana de governo, preferindo uma estrutura episcopal que deixava o controle último da igreja nas mãos das autoridades civis.
No reinado de Elizabete surgiram os puritanos, alguns dos quais sustentavam princípios presbiterianos. Em outras palavras, os puritanos eram todos calvinistas, mas nem todos aceitavam a forma de governo presbiteriana. O nome “puritanos” resultou da insistência desses reformados em que a Igreja da Inglaterra fosse pura, ou seja, seguisse os moldes bíblicos em sua doutrina, culto e governo. Por causa de sua firme oposição ao episcopalismo e a sua luta pela reforma da igreja estatal inglesa, os puritanos foram objeto de forte repressão por parte de Elizabete. Seus sucessores, Tiago I (1603-1625) e Carlos I (1625-1649), que governaram simultaneamente a Inglaterra e a Escócia, continuaram a opor-se aos puritanos.
No reinado de Carlos ocorreu um evento marcante na história do presbiterianismo. Esse rei tentou impor o episcopalismo na Igreja da Escócia e acabou envolvido em uma guerra contra os seus próprios súditos. Vendo-se em dificuldades, precisou convocar a eleição de um parlamento na Inglaterra, eleição essa que resultou em uma maioria parlamentar puritana. Dissolvido o parlamento, foi feita nova eleição, que tornou a maioria puritana ainda mais expressiva. A conseqüência foi a guerra civil, que terminaria com a execução do rei. Esse parlamento puritano convocou a célebre Assembléia de Westminster (1643-1648), que produziu os “padrões presbiterianos” de culto, governo e doutrina. Quando esses documentos foram aprovados pelo parlamento, a Igreja da Inglaterra deixou de ser episcopal e tornou-se presbiteriana. Porém, depois que Carlos II tornou-se rei em 1660, houve a restauração do episcopado e seguiram-se vários anos de repressão contra os presbiterianos. Com o tempo, os padrões de Westminster tornaram-se os principais documentos teológicos adotados pelas igrejas reformadas em todo o mundo.
A tradição reformada teve início na Irlanda com a Colônia de Ulster, a partir de 1606. No esforço de “domesticar” os irlandeses, o governo inglês implantou comunidades inglesas e escocesas nas regiões devastadas pela guerra ao norte da ilha. Aos imigrantes escoceses, que levaram consigo o seu presbiterianismo, uniram-se puritanos ingleses e huguenotes franceses. Houve uma rígida separação étnica entre os novos moradores e os irlandeses católicos do sul, e grande violência destes contra os presbiterianos. Graças aos capelães de um exército pacificador, um presbitério foi fundado no Ulster em 1642 e em 1660 eles já eram cinco. Os colonos alcançaram prosperidade na nova terra, mas também se viram sujeitos a restrições políticas, econômicas e religiosas impostas pelo governo inglês, além de calamidades naturais como estiagens prolongadas. Com isso, a partir de 1715, os “escoceses-irlandeses” começaram a sua grande migração para os Estados Unidos. Até 1775, pelo menos 250 mil iriam cruzar o Atlântico.
IV. Estados Unidos
O calvinismo chegou à América do Norte com os puritanos ingleses que se radicaram em Massachusetts no início do século XVII. O primeiro grupo fixou-se em Plymouth em 1620 e o segundo fundou as cidades de Salem e Boston em 1630. Nas décadas seguintes, mais de 20 mil puritanos cruzaram o Atlântico em busca de liberdade religiosa e novas oportunidades. Todavia, esses calvinistas optaram pelo forma de governo congregacional, não pelo sistema presbiteriano.
Muitos calvinistas que aceitavam a forma de governo presbiteriana vieram do continente europeu. Dentre os primeiros estavam os holandeses que fundaram Nova Amsterdã (depois Nova York) em 1623. Os huguenotes franceses também foram em grande número para a América do Norte, fugindo da perseguição religiosa em sua pátria. Um numeroso contingente de reformados alemães igualmente emigrou para os Estados Unidos entre 1700 e 1770. Esses imigrantes formaram as suas próprias denominações e mais tarde muitos deles ingressaram na Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos.
Muitos presbiterianos escoceses foram diretamente da Escócia para os Estados Unidos nos primeiros tempos da colonização. Todavia, foram os escoceses-irlandeses os principais responsáveis pela introdução do presbiterianismo naquele país. Durante o século XVIII, pelo menos 300 mil cruzaram o Atlântico. Eles se radicaram principalmente em Nova Jersey, Pensilvânia, Maryland, Virgínia e nas Carolinas. No oeste da Pensilvânia, eles fundaram Pittsburgh, por muito tempo a cidade mais presbiteriana dos Estados Unidos. O Rev. Ashbel Green Simonton, o introdutor do presbiterianismo no Brasil, era descendente desses escoceses-irlandeses da Pensilvânia.
No século XVII as comunidades presbiterianas dos Estados Unidos viviam dispersas. Foi só no início do século seguinte que elas começaram a unir-se em concílios. Nesse esforço, destacou-se o Rev. Francis Makemie (1658-1708), considerado o “pai do presbiterianismo americano.” Ordenado na Irlanda do Norte em 1683, ele foi logo em seguida para a América do Norte. Makemie fundou diversas igrejas em Maryland e viajou extensamente encorajando os presbiterianos. Como a Igreja Anglicana era a igreja oficial de várias colônias, ele sofreu muitas perseguições. Chegou mesmo a ser preso em Nova York em 1706.
Sob a liderança de Makemie, foi organizado em 1706 o Presbitério de Filadélfia. Em 1717, organizou-se o Sínodo de Filadélfia, composto de quatro presbitérios. Ao todo, a denominação tinha apenas dezenove pastores, quarenta igrejas e cerca de três mil membros. Em 1729, foi aprovado o “Ato de Adoção,” que aceitou a Confissão de Fé e os Catecismos de Westminster como padrões doutrinários do Sínodo. De 1741 a 1758, os presbiterianos dividiram-se em dois grupos por causa de diferenças acerca do avivamento e da educação teológica: Ala Velha (Sínodo de Filadélfia) e Ala Nova (Sínodo de Nova York).
Nesse período de divisão, vários evangelistas notáveis como Samuel Davies, Alexander Craighead e Hugh McAden trabalharam com grande êxito no sul do país, especialmente na Virgínia e nas Carolinas. Durante a Revolução Americana, os presbiterianos tiveram uma atuação destacada. O Rev. John Witherspoon (1723-1794), um escocês que foi presidente da Universidade de Princeton por vinte e cinco anos, foi o único pastor que assinou a Declaração de Independência dos Estados Unidos, em 1776. Muitos presbiterianos lutaram na guerra da independência.
Em 1788, o Sínodo de Nova York e Filadélfia dividiu-se em quatro (Nova York e Nova Jersey, Filadélfia, Virgínia e Carolinas). No dia 21 de maio de 1789, reuniu-se pela primeira vez a “Assembléia Geral da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos da América.” Naquela época, a Igreja Presbiteriana era a denominação mais influente do país. Em 1800, contava com 180 pastores, 450 igrejas e cerca de 20 mil membros.
Em 1801, presbiterianos e congregacionais iniciaram um trabalho cooperativo conhecido como “Plano de União.” O objetivo era evangelizar com mais eficiência a população que estava indo para o oeste, a chamada “fronteira.” Foi esse o período do avivamento conhecido como Segundo Grande Despertamento. O resultado foi um avanço fenomenal. Em 1837, a Igreja Presbiteriana já contava com 2140 pastores, quase 3000 igrejas e 220 mil membros. O Seminário de Princeton foi fundado em 1812. Entre seus grandes professores estiveram Archibald Alexander, Charles Hodge, A.A. Hodge e Benjamin B. Warfield.
Devido a uma controvérsia sobre os requisitos para a ordenação de ministros, surgiu em 1810 a Igreja Presbiteriana de Cumberland, no Tennessee. Uma divisão mais séria ocorreu entre os grupos conhecidos como Velha Escola e Nova Escola, aquele sendo mais apegado aos padrões de Westminster do que este. Em 1837, a Velha Escola obteve a maioria na Assembléia Geral, cancelou o Plano de União de 1801 e excluiu quatro sínodos inteiros, dividindo ao meio a denominação. No mesmo ano, foi criada a Junta de Missões Estrangeiras, sediada em Nova York, que 22 anos mais tarde enviaria o seu primeiro missionário ao Brasil.
Finalmente, em 1857 e 1861 ocorreram novas divisões, desta vez ocasionadas pelo problema da escravidão. As igrejas Nova Escola e Velha Escola do sul, favoráveis à escravidão, separaram-se das do norte. Eventualmente, foram criadas duas grandes denominações presbiterianas, a Igreja do Norte (PCUSA) e a Igreja do Sul (PCUS). Os missionários pioneiros dessas duas igrejas chegaram ao Brasil respectivamente em 1859 (Ashbel G. Simonton) e 1869 (Edward Lane e George N. Morton).
 
 Rev. Alderi Souza de Matos
Historiador da IPB.

terça-feira, 10 de maio de 2011

ORTODOXIA E ORTOPRAXIA: VITAL PARA A IGREJA DE CRISTO.


Estudo bíblico
 Todos nós fomos concebidos em pecado, isso fica claro na declaração do salmista Davi: "...Em pecado me concebeu minha mãe Sl.51:5."  Portanto, disse Paulo: "...Não há justo, nem um sequer Rm 3:10." A doutrina do pecado original nos ensina que nós, não somos pecadores porque pecamos, mas, pecamos porque somos pecadores. Desse entendimento vem a expressão "depravação total," embora não sendo esta uma expressão bíblica, pois, foi manifestada por Agustinho, porém uma expressão verdadeira, que o apóstolo Paulo expressa de forma diferente em Ef.2:1 ...estando vós mortos nos vossos delitos e pecados". Diante do que acabamos de ver, entedemos que o nosso relacionamento com Deus está prejudicado sem a mediação de Cristo, ou seja, é impossível relacionarmos com um Deus santo, se somos totalmente depravados. Há então a necessidade de um mediador, e esta é a proposta de que se ocupa as escrituras. Deus enviou o seu unigênito filho para pagar o preço do pecado, visto que esse preço é a morte, pois, o salário do pecado é a morte, o filho de Deus derramou seu sangue como propiciação, para nos purificar de todo pecado. Sendo que somente Cristo morreu sem pecado,  somente Ele pode ser o mediador entre Deus e o homem. Visto que esta é uma doutrina verdadeiramente bíblica, verificamos que a doutrina da igreja católica romana, que declara Maria como uma mediadora, é uma doutrina falsa e ant-bíblica. Concluímos então que: "Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais.
Mas Deus, sendo rico em misericórdia, poe causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, -pela graça sois salvos; e, juntamente com Ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celetiais em Cristo Jesus; para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus.
Porque pela graça sois salvos; mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ningúém se glorie. Pois somos feitura Dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas (Ef.2:1-10)". Pela iluminação do Espírito Santo, podemos ver através desse texto que: Estávamos mortos, totalmente depravados; Ele nos deu vida, ressuscitando-nos; e nos assentou nos lugares celetiais em Cristo Jesus; Tudo isso unicamente pela graça, ou seja, sem nenhum mérito nosso. Agora, queremos dizer a todos voces, que o mesmo Deus que nos salvou sem nenhum mérito, também preparou as boas obras para que andássemos nelas. Isto é ortodoxia - doutrina religiosa verdadeira (Fé certa). Mas, não podemos separar ortodoxia de ortopraxia - (vida em ação conforme a doutrina verdadeira). Eu digo sempre: devemos viver o que pregamaos se de fato pregamos a verdade do evangelho e devemos pregar o que vivemos se de fato vivemos a verdade do evangelho. As boas obras são somente aquelas que glorificam a Deus (confissão de fé cap. XVI), "No princípio era a palavra, e a palavra estava com Deus, e a palavra era Deus (Jo.1:1)".-(ênfase minha). Tiago falou que nascemos da palavra (1:18), ouvimos a palavra (1:19), acolhemos a palavra (1:21), mas devemos também praticar a palavra. Ouvir a palavra e falar a palavra não substitue o praticar a palavra. Tiago mostra que a maneira como nos comportamos com as pessoas indica o que realmente nós cremos sobre Deus. Não podemos separar relacionamento humano de comunhão divina (1ªJo.4:20). João Calvino (teólogo reformador), disse: A salvação não vem de boas obras, mas vem com elas. Quero deixar um texto para aqueles que dizem ter livre arbítrio (deliberação que depende só da vontade de quem resolve). "Não fostes vós que escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda Jo.15:16.". DEUS SEJA LOUVADO.

Ev. Gilson Ferreira
IPB Nova Ipixuna.

sábado, 2 de abril de 2011

PREGAÇÃO "AO AR LIVRE".

Recentimente, recebemos por hmail, palavras de fortalecimento quanto à pregação ao ar livre. O nosso amado irmão em Cristo, e Pr. Alcir Moreno, nos apresentou uma sinópse, do que pensam os grandes reformadores. Resolvemos, então, compartilhar com os amados o que foi-nos consedido.
C.H. Spurgeon

“O grande benefício da pregação ao ar livre é que consegue muitos novos frequentadores para ouvir o evangelho – que doutro modo jamais o ouviram. A ordem do evangelho é: ‘Ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda criatura’, mas é tão pouco obedecida, que se pode imaginar que seus termos são: ‘Ide ao vosso próprio local de culto e pregai o evangelho às poucas criaturas que entrarão ali’.
‘Ide, pois, para as encruzilhadas dos caminhos e convidai para as bodas a quantos encontrardes’. Embora isso constitua parte de uma parábola, merece ser tomado literalmente e, fazendo assim, o seu significado será captado melhor. Devemos de fato ir às ruas, vielas e estradas, pois existem elementos furtivos nas valetas, vagabundos nas estradas, gente da rua e das vielas, que jamais atingiremos se não os procurarmos em seus próprios domínios. Os caçadores não devem ficar parados em casa esperando que as aves venham, e então alvejá-las. Tampouco devem os pescadores atirar as redes dentro dos seus barcos e esperar assim apanhar muitos peixes. Os negociantes vão os mercados, vão atrás dos seus fregueses e saem à procura de negócios, se estes não vêm a eles. Assim deve ser conosco. Alguns dos nossos irmãos ficam palrando sem parar em bancos vazios e a genuflexórios mofados, quando poderiam estar transmitindo duradouro benefício a centenas, se deixassem por um pouco as velhas paredes e procurassem pedras vivas para Jesus”. (C. H. Spurgeon em “Lições aos Meus Alunos” – Volume 1. 1ª Edição. São Paulo: PES, 2001. p. 98-99)
Comentário: Spurgeon reserva dois capítulos para tratar do assunto sobre Pregação ao Ar Livre. No primeiro capítulo ele faz uma abordagem histórica mostrando em que medida a pregação em ruas e praças foi usada em tempos pretéritos como uma ferramenta essencial para o avanço do Evangelho. Esse tipo de pregação, segundo ele, foi o que proporcionou à igreja protestante crescer na medida em que o Evangelho prosperava com poder. No capítulo seguinte o autor adiciona algumas notas sobre o assunto, e nesse momento ele defende arduamente a pregação em ambientes externos ao dos salões de culto, como fica patente nos parágrafos supracitado. A forma de Spurgeon desenvolver o assunto é fascinante.
A referência acima deve impulsionar a igreja reformada refletir sua situação atual, visto que sobre nós pesa a culpa por essa omissão denunciada pelo príncipe dos pregadores. Os ministros do Senhor se acomodaram em seus púlpitos e se esqueceram dos bancos das praças como potencias tribunas de onde se pode pregar as verdades da salvação; os mensageiros de Deus se acostumaram com a face interna da cobertura de suas igrejas e ignoraram que sob a abóbada estrelar existe um público que necessita da mensagem do evangelho. Devemos começar assim, reconhecendo nosso pecado, pois temos nos omitido e sobre nossas mãos há sangue em decorrência dessa falta. Mas isso é insuficiente, devemos sair pelas ruas e encruzilhadas. Devemos tomar o exemplo de Jesus, Paulo, e tantos outros, que poderiam se infiltrar nos templos e sinagogas de seus dias – e não negaram sua importância – mas perceberam um terreno fértil que estava além das paredes. Seja nossa luta pela tradição teológica dos reformados, mas seja também nossa luta pela práxis herdada dos calvinistas.

Pr. Alcir Moreno.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

COMO BATALHAR PELA FÉ.


  “Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor. ” (Mt 9:36)

Amados irmãos, como vimos nos domingos anteriores, sempre o povo de Deus tem passado por desafios à Fé e nem sempre encontramos dentro do povo de Deus pessoas dispostas a defender a verdade divina. Mas, diante deste quadro degradante no qual a neutralidade não é opção válida, como temos que agir? O que Deus espera de seus filhos em tempos nos quais Seu Evangelho tem sido corrompido?
À luz das Escrituras, irmãos, cremos que a igreja deve ter olhos para perceber a condição na qual o cristianismo se encontra hoje. Ou seja, é preciso exercitar o senso crítico sem o medo de perdermos a fé ou o encanto pela igreja. E isto implica assumirmos a mesma postura de Natã, que não fez vistas grossas ao adultério de Davi (2 Sm 12); o mesmo comportamento de Elias que percebeu a idolatria do Rei Acabe (1Rs. 18), a mesma postura de Paulo que discerniu a idolatria na cidade de Éfeso (At 17:16) e de Jesus que viu a aflição e a exaustão dasmultidões que seguiam-no (Mt 9:36). De fato, sem a percepção sobre o caminho tortuoso que o cristianismo tem seguido nestas últimas décadas, como contribuir para o retorno ao Evangelho da Graça? Se os nossos olhos não estão embotados para a realidade então há esperança. Porém, se em tudo vemos a aprovação ou a indiferença de Deus, certamente que a ruína do Evangelho já chegou entre nós e somos participantes deste terrível pecado diante de Deus.
Em segundo lugar, não podemos ficar emocionalmente indiferentes diante desta situação. O Evangelho não é uma mera confirmação intelectual a respeito das doutrinas religiosas que se encontram na Bíblia. A verdadeira crença em Cristo, como único Salvador, toca as mais sublimes e profundas emoções do ser humano. Segundo as Escrituras, a fé coloca a pessoa em uma nova relação com Deus na qual ela passa a amá-lo de todo o coração de toda a sua alma e de toda a sua força e entendimento (Dt 6:5). E nesta alegria, por se estar em uma nova relação com Deus, os eleitos se condoem com aqueles que ainda não experimentaram a mesma graça libertadora. Eles entristecem-se como Jeremias que chorava diante da ruína do povo de Israel (Lm 2:11-14); da mesma forma que Neemias que chorou diante da desolação e destruição de Jerusalém (Ne 1:4), de igual modo como Paulo que, pela segunda vez, sofreu as dores do parto até ser Cristo formado entre os gálatas (Gl 4:19) e como Jesus que compadeceu-se das multidões aflitas e exaustas que viviam sob a dura e perversa religiosidade dos fariseus e escribas (Mt 9:36). Certamente, irmãos, sem amor, compaixão e misericórdia para com a nossa gente é impossível qualquer mudança no quadro religioso em nossa nação.
Em terceiro lugar, precisamos aprender das Escrituras. Batalhar pela Fé exige conhecimento profundo da Palavra de Deus. Por este conhecimento podemos não somente nos certificar se estamos ou não no caminho da salvação, como também podemos justificar a razão de nossa esperança em Cristo (1 Pe 3:15) e o fundamento de nossa Fé (At 17:11). Lembremos que foi pelas Escrituras que Jesus venceu Satanás em suas propostas astuciosas (Mt 4), recobrou o ânimo dos discípulos na estrada para Emaús (Lc 24:13) e Corrigiu não poucos erros doutrinários criados pelos fariseus e escribas (Mt 5-7). Ponderemos, irmãos, que foi pelas Escrituras que Paulo afirmou a justificação pela fé (Rm 4) e o escritor da Epístola aos Hebreus provou ser Jesus o messias prometido no Antigo Testamento. Sem o conhecimento das Escrituras a igreja perde a autoridade divina no confronto com o erro, pois a favor da verdade somente a Verdade pode ser matéria de argumentação.
Por fim, temos que confrontar o erro por amor a Deus e sua verdade. Não podemos ficar calados, pois, segundo as Escrituras, a omissão é pecado (Tg 4:17). E o modo mais eficaz de combatermos o erro é anunciado a verdade divina e confrontando aqueles que se opõe à sã doutrina e maculam o Evangelho da Graça. É verdade que, aqueles que se comprometem com esta missão não são bem aceitos por aqueles que estão dirigindo as relações de poder no campo religioso e por aqueles que estão alienados neste sistema de dominação. Como foi o caso de Elias que foi chamado de “perturbador de Israel” (1Re 18:16-18) por ter denunciado a idolatria do rei Acabe; dos apóstolos que foram acusados de estarem “transtornando o mundo” (At 17:6); de Paulo e seus companheiros que foram denunciados como sacrílegos (At 19:23...) e como foi o caso de Jesus que recebeu a acusação de ser blasfemo e possuidor do maioral dos demônios (Mt 12:2-24; Lc 5:20-26). Contudo, assim como disseram os apóstolos (“antes importa obedecer a Deus que aos homens” [At 5:29]) e assim como disse Jesus (“a minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra.”[Jo 4:34]), nós, também, devemos abrir os nossos lábios e proclamarmos a verdade divina em meio aos erros de nossa geração.
Meus amados, que o Senhor nos conceda a graça de sermos contados entre aqueles que não negaram a Fé e que não se calaram diante dos erros de doutrina e prática comuns em nossa geração. Que Ele tenha misericórdia de sua igreja.

Só a Deus Glória!!!
Rev. Israel Serique

sexta-feira, 25 de março de 2011

EVANGELIZAÇÃO - DEVER DO CRISTÃO AUTÊNTICO.

Trabalho artezanal
Os trabalhos de evangelização e ação social iniciados no dia 7 de Março 2011, continuaram no dia 8.
Sob orientação da irmã Apª. Maria, as Mulheres da congregação e as convidadas continuaram com o trabalho social no salão anexo ao templo.
Os homens continuaram na evangelização de campo, com distribuição de folhetos e convidando todos para o culto à noite, a ser realizado às 19:30hs, no templo.
Irmão Marinho "O Evangelista"
Foi um dia de trabalho na seara, a cada momento vinha em meu pensamento, o que Jesus disse: ...A seara, na verdade, é grande, mas os trabalhadores são poucos (Mt.9:37). A cada pesamento desse, a motivação aumentava, e para a glória de Deus continuávamos trabalhando.
Na parte da tarde, voltamos a visitar uma adolescente especial. Trata-se da Raimara, esta adolescente sofreu paralisia infantil aos dois anos, desde então ela carece de cuidados especiais, mas, seus pais, são pessoas de um poder aquisitivo abaixo do mínimo necessário. Agradeço a Deus, por ter Ele concedido-me a oportunidade de conhecer esta família, em especial a Raimara.
Ev. Gilson, Raimara e sua mãe Silene.
Quero pedir a todos, que estejam orando a Deus, para que Ele nos condicione a permanecer com esta família, nesta tarefa tão árdua. É claro que Deus já começou mover corações, e já recebemos uma oferta (cadeira de rodas), para que a mãe da Raimara possa levá-la à igreja. Mas, é necessário que outras pessoas também contribua, pois, esta garotinha necessita de pelo menos, quatro fraudas descartáveis todo dia. É por isso que pedimos as orações dos irmãos.
Pr. Cleber Campos
Às 19:30hs, cultuamos ao Deus soberano. O mensageiro foi o Pr. Cleber Campos, da IPB do Jardim União em Marabá-Pa. O texto central da mensagem foi Romanos 12:1-2, Cultuamos a Deus, e Ele nos alimentou com sua palavra.
Continuaremos no propósito de servir ao Senhor da seara, atendendo o seu ide.
DEUS SEJA LOUVADO.


Ev. Gilson Ferreira.
Sec. Presb. de Evangelização e Missões.

terça-feira, 15 de março de 2011

EVANGELIZAÇÃO - DEVER DO CRISTÃO AUTÊNTICO.

  
Nos dias 7 e 8 de Março de 2011, iniciamos um trabalho na cidade de Nova Ipixuna-Pa, cujo propósito é; glorificar a Deus, cumprindo o ide de Jesus, sendo conduzido pelo Espírito Santo. Se for da vontade de Deus, queremos alcançar todas as famílias ipixunense durante este ano (2011), com o evangelho da graça. Por isso, convidamos todos os cristãos que orem por este trabalho, para que Deus nos dê capacitação e discernimento na prática da evangelização. Convidamos também, aqueles que sentirem o desejo de contribuir com bíblias, livros, folhetos, etc. Se você quer ser um evangelista e não tem tempo para sair de seus afazeres e se juntarem a nós! Contribua de outra forma, pois, há inúmeras formas de você glorificar a Deus na evangelização dos povos (Mt.28:19-20).

A princípio, o trabalho desenvolvido por nós da IPB em Nova Ipixuna, é o evangelismo de campo, caracterizado por distribuição de folhetos e bíblias, além de visitas pessoais e uma conversa franca e objetiva no que diz respeito ao evangelho da graça, não esquecendo do trabalho social, dentro das nossas possibilidades.
No Primeiro dia de implantação do trabalho, procuramos desenvolver, além do trabalho de campo, o trabalho social. Para este trabalho, convidamos a secretária de evangelização da federação de SAFs do Presbitério Leste da Transamazônica (Ana Maria Menezes), que, gentilmente nos atendeu.
O trabalho social do primeiro dia, que foi desenvolvido sob a orientação da irmã Ana Maria, foi um trabalho artesanal com as senhoras convidadas das irmãs da congregação. Este trabalho alcansou também algumas crianças e adolescentes. A evangelização e o social, foram realizados simultaniamente; enquanto os homens saíram a campo, as mulheres permaneceram no salão anexo à congregação, e o Senhor era glorificado.
ALMOÇO DE CONFRATERNIZAÇÃO
Às 19:30hs, ainda no dia 7, cultuamos ao soberando e eterno Deus, com cânticos de louvores e adoração, a palavra de Deus foi exposta, e para essa exposição convidamos o Pr. Vilmar Carvalho da IPB  Nova Marabá da cidade de Marabá-Pa, que prontamente nos atendeu. A congregação e os visitantes foram alimentados e fortalecidos com o evangelho da graça. Estava presente também o Pr. Cleber Campos, da IPB do Jardim união em Marabá-Pa.

Se você deseja colaborar neste trabalho, basta postar um comentário abaixo ou entrar em contato no fone (94)9148-2535. "Disse Jesus: Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, Eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto..."(Jo.15:16).


DEUS SEJA LOUVADO.


Ev. Gilson Ferreira.

Sec. Presb. de avangelização e missões.